Calos da Fala
   Nem Santa nem nada

 

Escrava de hormônios

Escrava do amor

; amor por um homem

; amor  por dois filhos

Liberta de amores passados

Liberta de ambições

Liberta do vicio de consultar horoscopo

Liberta do vicio de nicotina

Escrava de esperas

Escrava de esperanças

Escrava de medos

Escrava do creme hidratante

: que outras condições posso ter além destas duas?

E se algo me escraviza, posso me sentir ainda assim livre?

Louca nos desejos.

Livre no alcool.

Presa na civilização.

Solta em lugares secretos do meu ser. Aqui onde tudo é so meu.

: aqui onde comigo ninguém pode.

(nem eu)

Vitoria Maria

 



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 10h50
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Naquela hora em que tudo pode ser

Naquele instante que é portal

Naquele segundo que não se repete;

Com quem a gente fala?

Naquele segundo que vira minuto

Naquele instante que vira momento

Naquela hora que vira historia;

Com quem a gente fala?

Naquela taça que embriaga a alma

Naquele batom que se mistura ao sangue

Naquela cama de lençois cor Nirvana;

Quem a gente chama?

E pra festa com alegria de graça?

E pra ceia com velas e delicias?

Manjares sem deuses e com magias?

Pro baile de pés descalços sem meia noite marcada?

Quem a gente convida?

E para o desperdicio de mim? Você paga?

(a quem reclamo?)

Vitoria Maria



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 17h26
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   O Engano foi seu

Não foi em nenhum espelho.

Foi mesmo no chão.

Foi ali que perdi minha face. No lugar mais raso, embora abismal.

Foi arrancada. Temi espelhos.

Mas ha sempre uma quarta feira.

E das cinzas, mais uma vez eu.

(era somente uma mascara)

 

Vitoria Maria

 



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 17h01
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   Sem imagens. Somente força

Imagem fala mais, dizem.

Eu queria aqui a imagem de hoje.

Ainda é inverno, mas ha um claro anuncio de primavera: céu azul, sol brilhando.

Dentro de mim algo se mexe, algo dança. Acho que é alegria. A alegria de sentir a vida pulsar.

Cada vez mais, viver de perto as mudanças das estações, me ensina mais sobre a vida e os seus ciclos. A vida e seus movimentos.

A imagem eu não fiz. Eu queria mais que imagem. Queria mesmo esta força em cada um, esta vontade. Fiz um passeio ao lado do Reno com Vinicius. Levamos pão para os passaros do inverno.

A agua tinha estrelas difusas, feitas pelo brilho do sol. Eu achei que estava no lugar mais bonito do mundo. E estava. O lugar mais bonito do mundo é quando sentimos a vida plena dentro de nos. Acho que isto somente a natureza nos traz. Agua, sol, céu, passaros, vento, paz na alma. Uma criança ao meu lado me mostrando que sorrir é facil.

Tudo isto estava bem aqui do meu lado. Somente alguns passos...

Como confetes de carnaval eu queria jogar, espalhar, contaminar todos com vida.

Vitoria Maria



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 10h25
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   Reflexo

Reflexo.

Este efeito de luz, reflexo, preciso e intocavel.

Esta agua que maquiar se deixa e apenas finge.

E fica a impermanência.

Lavo minhas mãos.

 

Vitoria Maria



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 06h03
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   Acordar

Sera que existe um processo de afastamento de si?

Algo parecido me ocorreu.

Sinto falta de mim. Esqueci algumas coisas. Deixei outras. Me quero.

De repente sinto que ha uma beleza neste desejo. O de me querer.

O primeiro passo deste resgate se dara pelas palavras. Pela escrita. Preciso, devo, quero voltar a escrever.

Quero mais musica e quero mais movimento para o meu corpo. Dançar. E quero paz na minha alma. Preciso. Porque é nela que nascem minhas intensidades. Nesta paz nasce minha inquietude.

Não quero minha alma ocupada por dores.

Não quero meu coração preso.

Houve invasão no meu territorio. Vou desocupa-lo. E vou ocupa-lo com a parte que me cabe neste latifundio.

Ja havia este chamado. Mas hoje resolvi escuta-lo. É uma manhã de inverno. Ventos da primavera se anunciam. E estou querendo muito a mudança da estação. Vontade  grande. Acho que somente agora sinto visceralmente a mudança das estações, sobretudo a dureza do inverno. Quero acordar com a natureza. Quero florir, colorir. Quero renascer.

Acordei com o som do radio. De repente me vi em Bodocongo. Os barulhos do amanhecer, do despertar da casa, do radio de papai. Ele diz sempre: “ passarinho que não deve nada a ninguem ja esta cantando”, algo assim, bem, quero acordar. E cantar, e não dever nada a ninguém. E seguir com fé este projeto de alegria que corre agora em minhas veias.

Vitoria Maria



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 06h13
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   Nossa Língua

 

A sua boca em outra boca

Que era minha

 

 

A sua língua que não era a minha

 

A minha língua que não era a sua

 

E a nossa língua que é tão nossa.

 

A sua boca em outra boca minha

 

A nossa língua me fazendo confessar

Coisas maiores que pecados

 

A sua boca na minha língua minha

 

A minha língua em outra boca sua

 

Colhendo o final do início sem fim

 

As nossas línguas em nossas bocas

 

Nossas bocas; Uma língua.

 

Uma canção

 

 

Sua.

 



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 18h56
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   Quando virei Luz

 

 

Veio com espumas de nuvens

Veio com perfumes de todas as flores

Veio com água de chuva nova

Veio com tecidos de seda

 

E foi fazendo a lavagem

 

Em cada cantinho

Em cada dobra

Em cada esconderijo

 

Com olhar azul atento arrancava sem dor

Cada grão de poeira virava poeira de luz

 

Fui ficando maior

Ampla fluida aberta

 

Veio com voz canção

Veio com mãos veludo quente

Veio com sorriso perigo que se quer

Veio com hálito de dia quando nasce

 

E foi fazendo a lavagem de minha alma ser

 

Em cada não lugar

Em cada reta

Em cada curva

Em cada túnel

 

Vitória Luz



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 23h08
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   Antropofagia do Amor

 

 

 

 

 

Escutei. Muitas vezes. Desde criança.

 

Receitas de casamento.

 

Homem se pega pela boca.

 

Talvez uma espécie de peixe. Pensava.

 

Não estava muito enganada.

(ainda bem que não como carne)

 

Mas percebi. A mensagem tinha duplo sentido.

 

Ainda bem que a/prendi. Já não era mais criança.

 

... então o engoli

 

 

Vitória Maria

 



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 23h05
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   Defesa

 

 

Invasão.

 

(Imagem de célula se defendendo. Esta que escolhi)

 

Imaginem. É uma festa a invasão. Vence o mais forte.

 

E o vencido está livre.

 

Quem vence afinal?

 

Na derrota ou na vitória sempre existe vitória.

 

 

Vitória



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 22h55
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   Morte de Vida

 

 

Sim, dizem: morremos várias vezes na vida.

 

Vida como condição de morte.

 

Eis que descubro outra forma de morrer: morrer de vida.

 

Morro de vida. Viajo em limites sem-limites e experimento a morte de vida.

 

Vi a morte de perto, alguns dizem.

 

Digo eu, vi a vida de perto.

 

Morta de vida.

 

Vitória Maria Barbosa



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 22h41
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Sanfona na carne

Navalha na alma

Artesanato maldito

E as curvas são as mesmas...



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 00h53
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   Caras e Poucas

 

Se disser que cansei

Se quiser invento outra.

 

Se disser que cansei

Se quiserem inventem outra.

ASS. Qualquer Uma.



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 00h46
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Pseudo.

É isso.

Apenas.

Lá no encontro.

Um entre que nunca está.

Ente ilusório.

Cada vez mais só.

 

Pseudo.



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 00h41
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   Com que máscara eu vou?

 

Vou de que hoje?

 

Engraçadinha.

 

Intelectual.

 

Enfadada.

 

Safada.

 

Sensual.

 

Guerreira.

 

Vítima.

 

Mãe.

 

Filha.

 

Mulher.

 

Filha da puta.

 

Desentendida.

 

Séria.

 

Desequilibrada.

 

Madura.

 

Impura.

 

Santa.

 

Demônio.

 

Vou de  que hoje?

 

   ? (vou com tudo)

 

 

Indecisa.

 



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 00h35
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