Calos da Fala
   O Engano foi seu

Não foi em nenhum espelho.

Foi mesmo no chão.

Foi ali que perdi minha face. No lugar mais raso, embora abismal.

Foi arrancada. Temi espelhos.

Mas ha sempre uma quarta feira.

E das cinzas, mais uma vez eu.

(era somente uma mascara)

 

Vitoria Maria

 



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 17h01
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   Sem imagens. Somente força

Imagem fala mais, dizem.

Eu queria aqui a imagem de hoje.

Ainda é inverno, mas ha um claro anuncio de primavera: céu azul, sol brilhando.

Dentro de mim algo se mexe, algo dança. Acho que é alegria. A alegria de sentir a vida pulsar.

Cada vez mais, viver de perto as mudanças das estações, me ensina mais sobre a vida e os seus ciclos. A vida e seus movimentos.

A imagem eu não fiz. Eu queria mais que imagem. Queria mesmo esta força em cada um, esta vontade. Fiz um passeio ao lado do Reno com Vinicius. Levamos pão para os passaros do inverno.

A agua tinha estrelas difusas, feitas pelo brilho do sol. Eu achei que estava no lugar mais bonito do mundo. E estava. O lugar mais bonito do mundo é quando sentimos a vida plena dentro de nos. Acho que isto somente a natureza nos traz. Agua, sol, céu, passaros, vento, paz na alma. Uma criança ao meu lado me mostrando que sorrir é facil.

Tudo isto estava bem aqui do meu lado. Somente alguns passos...

Como confetes de carnaval eu queria jogar, espalhar, contaminar todos com vida.

Vitoria Maria



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 10h25
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   Reflexo

Reflexo.

Este efeito de luz, reflexo, preciso e intocavel.

Esta agua que maquiar se deixa e apenas finge.

E fica a impermanência.

Lavo minhas mãos.

 

Vitoria Maria



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 06h03
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   Acordar

Sera que existe um processo de afastamento de si?

Algo parecido me ocorreu.

Sinto falta de mim. Esqueci algumas coisas. Deixei outras. Me quero.

De repente sinto que ha uma beleza neste desejo. O de me querer.

O primeiro passo deste resgate se dara pelas palavras. Pela escrita. Preciso, devo, quero voltar a escrever.

Quero mais musica e quero mais movimento para o meu corpo. Dançar. E quero paz na minha alma. Preciso. Porque é nela que nascem minhas intensidades. Nesta paz nasce minha inquietude.

Não quero minha alma ocupada por dores.

Não quero meu coração preso.

Houve invasão no meu territorio. Vou desocupa-lo. E vou ocupa-lo com a parte que me cabe neste latifundio.

Ja havia este chamado. Mas hoje resolvi escuta-lo. É uma manhã de inverno. Ventos da primavera se anunciam. E estou querendo muito a mudança da estação. Vontade  grande. Acho que somente agora sinto visceralmente a mudança das estações, sobretudo a dureza do inverno. Quero acordar com a natureza. Quero florir, colorir. Quero renascer.

Acordei com o som do radio. De repente me vi em Bodocongo. Os barulhos do amanhecer, do despertar da casa, do radio de papai. Ele diz sempre: “ passarinho que não deve nada a ninguem ja esta cantando”, algo assim, bem, quero acordar. E cantar, e não dever nada a ninguém. E seguir com fé este projeto de alegria que corre agora em minhas veias.

Vitoria Maria



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 06h13
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