Quando virei Luz

Veio com espumas de nuvens
Veio com perfumes de todas as flores
Veio com água de chuva nova
Veio com tecidos de seda
E foi fazendo a lavagem
Em cada cantinho
Em cada dobra
Em cada esconderijo
Com olhar azul atento arrancava sem dor
Cada grão de poeira virava poeira de luz
Fui ficando maior
Ampla fluida aberta
Veio com voz canção
Veio com mãos veludo quente
Veio com sorriso perigo que se quer
Veio com hálito de dia quando nasce
E foi fazendo a lavagem de minha alma ser
Em cada não lugar
Em cada reta
Em cada curva
Em cada túnel
Vitória Luz
Escrito por Vitória Maria Barbosa às 23h08
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