Calos da Fala
   FAZENDO AS CONTAS

 

 

 

E EU FAZENDO AS CONTAS

DO QUANTO VOCÊ IRÁ ME PAGAR

FAZENDO-DE-CONTA QUE NÃO ESTOU NEM AÍ,

QUE PASSOU

JUNTANDO AS CONTAS

PRA CONTAR

PARA FAZER UM COLAR

PARA ME ENFEITAR

LHE ENCANTAR

E COM ELE LHE ENFORCAR

E EU NEM AÍ

FAZENDO AS CONTAS

FAZ-DE-CONTA

PARA VOCÊ ME CONTAR

ME ENCANTAR

FAZ-DE-CONTA

QUE VOU ACREDITAR

 

 

 

VITÓRIA MARIA BARBOSA

(15/11/2004)



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 09h04
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   Tolice

 

Coisa tola você fez parecer

Ofendeu meu ser

E aquela bola louca castanha

Que me aprisionou

Seus olhos seu olhar

Quero vazá-las

Cegá-las

Ficar cega de você

Nunca mais chorar

Pela sua lembrança

Pelo seu crime insano

De terminar um início

E fica uma alma vagando

Querendo reencarnar

Habitar o mesmo amor

Agonia de não se espalhar

E não há culpa

Mas quero brigar

Furar o brilho escorregadio

Cortar as secreções visguentas

Arrancar a cortina linda de cílios

O plissado do teu piscar

Porque seus olhos são estampa

Dessas que chegam para chocar

Escândalo redondo

Parecem que vão saltar

Da sua face de anjo

Menino

Maldito seu dom de hipnotizar

Insisto em rimas vadias

Insisto em não rimar

Insisto que um dia você saí

Insisto em lhe exorcizar

Ainda são rompantes

Ainda é saudade.

 

 

 

 

Vitória Maria Barbosa

 

 

 



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 09h01
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   Amor de Índio

 

" Tudo que move é sagrado..."



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 09h42
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   Somente para você

Quero falar com você.

Que lhe cheguem mais que as palavras

Vão elas sem o som de minha voz

Vão elas sem os movimentos de minha face

Vão elas com o dedilhado de minhas mãos

Vão elas com minha alma

É que você exala beleza

É que conheço o seu olhar

Encontro algo maior

Algo que se não denomina

Algo que em mim chegando me faz compor

E nada mais quero pensar, interrogar, julgar, amendrontar

É ainda beleza pois que protegida de todas as dores que teimam em chegar

É minha alegria atual

Pinto-a com paciência e paz

Voa feito pássaro

Corre como água

Quero cantar cantigas de ninar

Inventar espaços puros, cristalinos, reais

Que possamos brincar e sorrir sorrisos fundos de graça

Quero cuidar e desejo um bem tão grande

É azul a cor

Azul de céu, que muda, muda e é azul

Só quero sentir... infinito enquanto

Somente para você.

 

Vitória Maria Barbosa

 



Escrito por Vitória Maria Barbosa às 09h28
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