Porta (ais)

Na inércia homeostática minha e da água
Sinto-me plena com a vida
Como um elemento vibrátil dela. Só força. Sem identidade
Pequenas ondas circulares se formam ao meu redor
: São lágrimas
Respiro ainda este instante meu
Para que a dor não me tome
Para que iras não me contaminem.
Sua imagem é o avesso. Do avesso. Do avesso.
Do avesso do que via
Não posso inventar mágicas
Então não existem culpados por enganos
Meus enganos
Peço nesse instante como oração ou súplica, forças
Forças para seguir engano pós-engano. Meus
Aquele olho foi só mais um
Abro os olhos
Muita água. Já não há miragem.
Nem portais.
Portas.
Ais...
* Mais uma lágrima. É pelo eterno som de uma única corda que tocamos na harpa mágica...
Vitória Maria Barbosa
Escrito por Vitória Maria Barbosa às 12h02
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